University Campus Amphitheatres, Açores
Inês Lobo Arquitectos Lda. Ponta Delgada, Portugal
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Name of work in English
University Campus Amphitheatres, Açores
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Name of work in original language
Edificio do Corpo de Anfiteatros da Universidade Açores
Prize year
EUmies Awards 2005
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Work Location
Ponta Delgada, Portugal
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Studio
Inês Lobo Arquitectos Lda
EUmies Awards 2005 Nominees
Collaborators
Program
Education
Completion
2003
PAISAGEM A paisagem do Campus é recortada pelas parcelas estreitas e alongadas da alameda do Relvão e do Jardim romântico, que ascendem no ponto mais alto aos edifícios dos serviços meteorológicos e da Reitoria, que se recortam no horizonte. É numa estreita faixa entre estes dois universos, geométrico e orgânico (mas no entanto monumentais), que se inscreveram um após outro, os novos volumes escolares. Os Anfiteatros, próximos ao edifício da Reitoria, e num ponto já elevado e visível de todo o Jardim, aparecem por entre o arvoredo lateral, como figuras cristalizadas que emergem de um manto basáltico. Esta laje de matéria basáltica, é simultâneamente "natureza", nesta paisagem vulcânica, e artifício, porque contem a cavidade da construção das salas, sob o chão visível a partir do Jardim. A partir da praça existente a norte, o plano de basalto, contínuo, estende-se até ao edifício mais próximo, libertando a superfície como um percurso possível por entre os dois Jardins existentes. Suspensos sobre a laje da praça-prolongada, os volumes brancos dos pequenos anfiteatros contrastam com a densidade escura da folhagem envolvente, e com o volume vítreo e transparente dos átrios que contêm como que uma segunda praça, recolhida do espaço do Jardim. O plano da praça inferior, espaço aberto e envolvido por vegetação, permite a partir de uma pequena abertura na sebe lateral do Jardim, paragem para descargas técnicas e estacionamentos eventuais. Apesar de fora dos limites dados, esta laje-base precisa inevitavelmente de se estender até aos limites dos edifícios contíguos, de forma a dar a impressão de que algo de familiar se interpôs entre os Jardins existentes.
TÚNEIS AÉREOS Estamos dentro de "túneis aéreos" limitados pela paisagem. No interior as superfícies são estucadas a branco., os tectos são lisos, a sua forma acentua a relação com a paisagem. Dois painéis acústicos revestidos a tecido 'TOLLE VERRE' branco , discos entalados entre chão e tecto, são colocados desencontrados nas duas paredes opostas da sala.
ANFITEATRO É o espaço central de todo o edifício. Esta sala parcialmente enterrada é composta por duas coxias laterais, plateia, palco, áreas de apoio ao palco e cabines de projecção, sonoplastia, luminotécnia e duas cabines de tradução simultânea com respectiva sala de descanso e instalação sanitária. As coxias laterais são simultâneamente o espaço de acolhimento do público e o espaço que contém todas as infraestruturas de apoio à sala, ar condicionado iluminação, som e equipamento de segurança. são também os espaços onde faz a correcção acústica da sala. Separa a plateia deste mundo carregado de infraestruturas um sistema de portadas pivotantes, com altura variável entre os 5 e 8 m de altura, em alumínio revestidas a tecido 'TOLLE-VERRE' negro. Esta película muito fina e transparente iluminada no tardoz transforma o mundo técnico, existente nas coxias, em vultos que 'desenham' o tecido conjuntamente com a presença das pessoas em movimento. O interior da sala é uma caixa de tecido negro.